Todo o ser humano é por natureza ansioso

Todo o ser humano é por natureza ansioso

A ansiedade é considerada uma emoção normal que caracteriza a nossa espécie. É com a ansiedade que nós aprendemos a proteger-nos e a reagir diante de uma situação de perigo. Quando ela é normal, funciona como um sentimento que acompanha mudanças na vida de cada um de nós. O leitor lembra-se do frio sentido na barriga, quando entrou pela primeira vez na sala de aulas? E quando fez a sua primeira prova e esperou pela nota? Recorda-se da sensação de medo, acompanhada de suor nas mãos e batimentos do coração bem acelerados?

Estava provavelmente ansioso, nestas situações, e nem por isso desistiu, as sensações desagradáveis que sentiu. Isto é a ansiedade normal! Este tipo de ansiedade ajuda-nos a autoconhecer-nos e auxilia a nossa capacidade de adaptação, pois faz com que fiquemos em alerta e tenhamos a capacidade de resolver os problemas com precisão.

Afinal, quando é que a ansiedade se torna patológica? Torna-se problemática em duas situações particulares quando não existe causa para nos sentirmos ansiosos; ou quando até  existe uma situação que nos deixa ansiosos, mas à qual nós reagimos de forma desproporcional, isto é exagerada.

Os sintomas que acompanham a ansiedade, em qualquer situação, podem ser físicos e psicológicos. Entre eles, vale a pena citar: inquietação, palpitações, suores, sensação de opressão no peito, náuseas, vómitos, diarreia, sensação de falta de ar, medos sem fundamento (de animais, de falar em público, etc.), vertigens, sensação de estômago apertado, boca seca, sensação de insegurança, tremores, tensão muscular excessiva, insónia, etc.

Vários factores podem estar na base do seu surgimento e de todas as dificuldades da vida, designadamente a angústia, as dificuldades pessoais de inserção na sociedade, os conflitos interiores no domínio afectivo, emocional e sexual, situações de dor e o abuso de certas substâncias (café, chá preto, tabaco, e drogas diversas), bem como a presença na família de pessoas próximas com problemas de ansiedade (progenitores e familiares directos).

A ansiedade patológica engloba uma gama muito vasta de transtornos de ansiedade, nomeadamente: o transtorno de pânico; ansiedade social; fobias; transtorno obsessivo-compulsivo e agorafobia e stress pós-traumático. A ansiedade patológica faz com que o nosso organismo reaja sempre como se estivéssemos em situação de perigo.

Lógico que isto é desgastante e pode requerer ajuda psicológica e psiquiátrica, quando o indivíduo já não consegue funcionar no seu dia-a-dia. Como pode ser superada essa sintomatologia? Em primeiro lugar, torna-se relevante considerar que a ansiedade é um fenómeno universal e, por isso, faz parte da nossa existência.

Devemos reconsiderar sempre o nosso modo de vida e isto implica a adopção de hábitos de vida saudáveis. Tácticas como fazer exercício físico, evitar o consumo de bebidas que contêm cafeína na sua constituição, fazer uma massagem, aprender a respirar, fazer actividades que relaxem, (como caminhar, espreguiçar ao acordar e várias vezes ao dia), tentar pensar positivamente (afaste os pensamentos negativos do seu dia-a-dia e foque a sua atenção nas coisas boas que estão a acontecer à sua volta), planear e organizar os seus afazeres (façam um calendário com as actividades a executar e aprenda a sair com antecedência para os seus compromissos) e aprender a comunicar (fale das suas preocupações e medos com um amigo, familiar ou companheiro, pois poderão ajuda-lo a lidar com a situação e com certeza você poderá sentir-se mais aliviado).

E relembre sempre que “A ansiedade faz toda a esperança parecer angustiante”. (João Paulo Diniz).

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