O Casamento e suas expectativas

O Casamento e suas expectativas

“A grande dificuldade e, de certa forma, desafio, passa por diante do irrealismo conseguir manter uma relação harmoniosa”

Algures, durante a minha formação em Psicologia, um professor proferiu o seguinte: “O casamento é um contrato em que ambos os cônjuges o fazem, trazendo muito das suas famílias de origem”.

Na sociedade em que vivemos, cada vez mais assistimos a jovens fazerem este tipo de contrato, acreditamos que a fase de namoro (prolongada) permitiu o conhecimento suficiente do outro.

Porém, assistimos também aos mais arrojados apostarem neste comprometimento, acreditando que o factor tempo em nada acrescenta àquilo que consideram um sonho. Parece que, no fundo, tudo gira em torno do mesmo: o que será o namoro se não uma preparação para o casamento?

A bíblia diz que os casados terão dor e aflições, passando por muitas atribulações. Será que ela não quis dizer apenas que enquanto seres humanos não somos perfeitos?  As pessoas casam com base em expectativas e grande parte delas remete para a felicidade com base no provável conhecimento do outro. O que pode constituir uma expectativa irrealista.

Nem sempre o casamento é sinónimo de felicidade! As expectativas podem ser válidas, mas e quando não se concretizam? Certamente surge a desilusão, e aí a sua lua-de-mel será transformada em lua-de-fel! E, como podemos nós, enquanto humanos, dar continuidade à vida harmoniosa, quando começam a chegar as contas, a falta de diálogo, as reacções inesperadas, os filhos e a frustração? No percurso de todos os contratos que se fazem ao longo da vida, muitas das cláusulas podem não ser cumpridas, algumas delas sendo até mesmo violadas, por variadíssimos motivos que, neste caso particular, podem até servir para engrandecer a relação.

Podem, inconscientemente até, servir para nos equilibrar, ao permitir que os casais coloquem os pés no chão e percebam que o outro não passou de uma expectativa irrealista. A grande dificuldade, e de certa forma desafio, é passar por diante do irrealismo, e conseguir manter uma relação harmoniosa.

Devemos ter sempre em conta que gerir aspectos como a negatividade, às vezes até promovidos por casais amigos, que em nada somam, devido à incapacidade de encontrar aspectos positivos em si próprios, devem ser de todo eliminados.

Porque não tentar encontrar pessoas que nos fazem bem? Jovens casais, busquem sempre o diálogo como aliado, façam planos conjugais conjuntos, sorriam um com o outro e sejam perseverantes.

Amadureçam os vossos casamentos com honestidade e confiança, estejam sempre presente e mantenham a vossa segurança e espaço de conforto. Invistam em amizades conjuntas e aprendam a ceder. Nunca se esqueçam que neste contrato umas das cláusulas remete para o seguinte “prometo-te ser fiel, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até ao último dos nossos dias”!

 

 

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