Arquivo em Março 2019

Erros comuns que os pais cometem quando o filho começa a escola

A entrada dos nossos filhos na escola é um momento muito importante para a criança, mas muitos pais dificultam este novo estágio da vida da criança com alguns erros comuns. 

A entrada dos filhos para a escola é um marco importante, quer para as crianças, quer para os pais. De um momento para o outros eles deixam de ser os nossos bebés e passam a ser independentes, com uma vida separada da nossa.

É um momento muito difícil para os pais, que deixam de ser os únicos educadores e passam a dividir essa tarefa com os professores, que acabam por passar mais tempo com eles do que os pais.

Não há como não ficar nervoso, mas nunca devemos transparecer essa sensação para as crianças, até porque eles também estão ansiosos e com medo daquilo que vão encontrar.

Como pais e responsáveis pelo bem-estar dos nossos filhos, temos de dar aos pequenos todo o apoio necessário para que eles entrem nesta nova fase da vida da melhor forma. Só que a maior parte dos pais comete alguns erros, ao deixarem-se levar pelas próprias emoções, dificultando todo o processo da entrada escolar dos filhotes.

Maiores erros dos pais quando filhos entram na escola

Como pais, devemos encorajar e preparar os nosso filhos para este momento tão importante para o seu desenvolvimento. Eles vão estar com medo, sem saber o que acontecerá.

Muitas crianças não querem ir para a escola, muitas não gostam porque preferem ficar em casa a brincar, ou ao lado dos pais. Por isso é fundamental que os pais encorajem os seus filhos a ir para a escola, estimulando-os e dando-lhes confiança. 

Mas é neste processo que muitos pais falham. Aqui deixamos os grandes erros que os pais costumam cometer na altura dos filhos começarem a escola.

Não preparam as crianças

Muitos pais deixam de lado os filhos na preparação do início das aulas. É importante que elas saibam aquilo o que as espera. Leve o seu filho consigo na hora de comprar os livros e todo o material escolar. Isso vai deixá-los empolgados.

Chorar ao vê-las ir para a escola

É um momento muito difícil ver um filho entrar na escola pela primeira vez. É como um cortar de amarras que nenhum pai está verdadeiramente preparado. Por isso, na hora de dizer um adeus, ao ver o pequeno de mochila às costas, muitos pais choram.

Nunca o faça em frente ao seu filho. Ele está com medo, é provável que também ele esteja a chorar porque não sabe o que o espera. Mas o adulto da história é você. Controle as suas emoções e mostre confiança ao seu filho. 

Não volte atrás

Muitos pais, ao ouvirem os filhos chorar e gritar por eles, voltam para trás. Nunca faça isso, por muito que lhe custe. Siga em frente e não se vire para trás. Faça de conta que não ouviu. Lembre-se que os profissionais que trabalham na escola estão habituados a estas situações e estão preparados para lidar com isso.

Andar pela escola

Muitos pais costumam andar pelos corredores da escola para ver como estão os seus filhos. Quando uma criança vê o pai ou a mãe na escola vai querer ir embora, prejudicando a sua adaptação.

Não se despedir

Da mesma forma que é prejudicial despedir-se uma, duas e três vezes, também é prejudicial ir embora sem se despedir. Este acto, embora para muitos pais seja a melhor forma, só fará com que a criança se sinta abandonado, e pode ter efeitos negativos a longo prazo.

Despeça-se uma única vez, mas dando um abraço, um beijo, e dizendo que estará à sua espera assim que ele sair da escola.

Fazer comparações

Muitos pais, ao verem os seus filhos fazer uma birra e chorar para não ir para a escola, fazem comparações com as outras crianças. Essa é a pior de todas as atitudes. Nunca compare o seu filho com as outras crianças, em circunstância alguma. Tente acalmá-lo e incentive-o a entrar na escola.

Castigos físicos aos filhos – Sim ou não?

Muitos pais ainda são adeptos dos castigos físicos aos seus filhos. No entanto, as consequências destes actos são negativas e por isso devem ser evitados ao máximo.

Se aplicar castigos físicos a crianças é muito negativo para o desenvolvimento dos pequenos, quando estes são aplicados a bebés menores de dois anos essas consequências tornam-se ainda maiores. Não é à toa que se trata já, a nível mundial, de um maltrato infantil.

De acordo com a Convenção dos Direitos da Criança das Nações Unidas, as crianças e adolescentes têm o direito a protecção perante qualquer forma de castigo físico, mesmo que se trate de uma palmada.

Apesar de estar mais do que provado que os castigos físicos acarretam consequências negativas severas aos mais novos, na grande maioria dos países estes actos não são punidos. 

Porque pais batem nos filhos?

Muitos pais batem nos filhos porque os seus pais também os educaram dessa forma. Eles acham algo muito natural, e por isso seguem o mesmo exemplo com os próprios filhos. Para eles, os castigos físicos que sofreram não lhes causaram nenhum transtorno, e por isso não causará também aos seus filhos.

No entanto, com o avançar dos tempos, é impensável que exista violência dentro da família, mesmo quando se trata de filhos e pais. Mesmo que esses pais saibam que bater não é o melhor caminho, eles não têm vontade de mudar aquilo que aprenderam, por isso sempre repetem a violência como castigo.

Consequências dos castigos físicos

Sabemos que os bebés, quando choram desalmadamente, tiram a paciência de qualquer um. Chagamos mesmo a sentir desespero perante uma situação destas. Mas o que bater num bebé pode fazer? Será que ele vai parar de chorar por levar uma palmada? Não!

A única coisa que fazemos ao bater num bebé é ensinar tudo o que não devemos. Assim, em vez de melhorarmos a situação, colocamos em risco a saúde e bem-estar do pequeno.

Quando os bebés sofrem castigos físicos quando choram, acham que não podem fazê-lo quando estão com sede, fome, ou sono. Eles passam a admitir que devem reprimir todas as suas necessidades e que se deve acostumar ao stress e à dor. 

Além disso, o bebé passa a desconfiar de si mesmo, pois os impulsos que tem não o levam a suprir as suas necessidades, mas antes a sentir dor.

Mesmo uma criança não deve ser castigada com violência. A única coisa que elas aprendem com os castigos físicos é a ter medo dos pais, o que não é nada bom. Respeito e medo são coisas bem distintas.

Além disso, as crianças que sofrem castigos físicos aprendem que a violência é a melhor forma de agir em vários casos, como fazer impor um ponto de vista, impor respeito, ter aquilo que quer, resolver problemas, entre outras.

 

Assim, castigos físicos nunca devem ser aplicados em nenhuma fase da educação de uma criança. Estes só farão com que os seus filhos se tornem adultos medrosos, inseguros, vingativos e violentos.

Porque resolvemos casar?

O casamento há muito deixou de ser um acto obrigatório. Actualmente ele é uma opção individual e do casal. No entanto, a grande parte dos casais sentem-se “obrigados” a dizer o sim no altar, com se cedessem a uma pressão (individual e societal).

Por muito que a vida a dois sem obrigatoriedade de um papel assinado seja possível, quase todos os casais acabam por dizer o tão conhecido “sim”. Mas por que razão nós continuamos a casar? Porque não resolvemos apenas viver juntos?

Porque ainda continuamos a casar no papel?

Se antes as mulheres precisavam casar para sair de casa dos pais, actualmente elas saem de casa para viverem com o namorado, ou até para viverem sozinhas. Se isso é possível, então por que razão ainda continuamos a subir a um altar para legalizar a relação?

A legalização do casamento ainda se mostra muito importante para o casal. É como se estabelecessem mais um vínculo, assumissem mais um compromisso, e passassem a ver a relação como certa, como aquela que querem manter para o resto da vida.

Este compromisso, que existia já entre os dois membros do casal, passa a ser societal. A partir do momento em que o casal assina o papel do casamento, passa a ser uma instituição oficial para a sociedade.

O amor

Embora todos os outros motivos sejam óbvios, o grande e real motivo que ainda nos leva a casar é o amor. Este é o motivo mais bonito, sem dúvida. O casamento ainda é um marco muito importante para o casal. Este momento é lembrado como o dia mais feliz da vida dos dois, assim como o nascimento dos filhos.

Desta forma, o casamento marca o exacto momento em que o casal, de forma harmoniosa, se mostra disposto a estabilizar, a estabelecer um compromisso sério, e a criar um futuro a dois. O casamento é mais uma prova de que o casal se encontra forte e que se vêem juntos para o resto da vida.

O casamento, além de uma prova de amor, que também o é, é uma forma de mostrar que os membros do casais estão comprometidos com um projecto a dois para a vida.

Dormir na cama dos pais: Sim ou não?

Muitas crianças pedem para dormir na cama dos pais. Se alguns negam esse pedido, outros fazem questão de ter os filhos ao seu lado durante a noite. Será que devemos deixar os pequenos dormir connosco?

Alguns pais deixam os seus filhos a dormir sozinhos, no seu próprio quarto, logo a partir dos primeiros meses de vida. Outros não fazem questão nenhuma, antes pelo contrário, deixam que os filhos durmam na cama dos pais durante anos a fio.

Existe um diálogo acérrimo quanto a essa questão. Pais que defendem a independência dos filhos desde logo, outros que defendem que enquanto são novos devem sentir-se protegidos e perto dos pais. Mas, afinal, o que devemos fazer?

Devemos, ou não, deixar os filhos dormirem na nossa cama?

Regra geral, as crianças devem dormir sozinhas desde cedo, entre os 4 e os 6 meses. O facto de dormirem sozinhas ajuda no seu desenvolvimento, especialmente no que concerne à sua própria autonomia.

Muitos pais acabam por dormir com os filhos quando estes mostram medo de ficar sozinhos. Mas se uns ficam na cama dos filhos por uma hora, outros acabam mesmo por adoptar a cama dos filhos como a sua própria cama. Ou os filhos invadem a cama dos pais pela mesma razão.

Esta atitude, além de não favorecer a criança, que apenas vê estimulado o vínculo e dependência com os pais, também não favorece em nada a intimidade do casal, a qual passa a estar condicionada, ou até mesmo ameaçada.

Uma fuga dos pais aos problemas

Todos os casais têm problemas. O melhor a fazer é resolvê-los desde logo, conversando e tentando encontrar uma solução que satisfaça a ambos. No entanto, muitos casais acabam por arranjar sempre desculpas para adiar a “conversa”.

Os filhos, para estes últimos casais, são uma excelente forma de adiar a resolução de problemas. Ao dormirem separados, ou com o filho na cama dos pais, conseguem contornar os problemas.

Outro aspecto que pode levar os pais a quererem dormir com os filhos, aqui, especialmente, a mãe, é o facto de estarem cansados física e emocionalmente, incapazes de estabelecerem uma relação íntima. A mãe pode também não estar à vontade com o seu corpo depois da gravidez, evitando contactos íntimos.

É importante descobrirmos porque os filhos dormem na cama dos pais para podermos encontrar uma solução para um problema existente. É normal que os filhos queiram dormir com os pais. Se é esse o caso, a única coisa a fazer é ir habituando a criança a dormir sozinha. Caso seja uma vontade dos pais, aí é necessário descobrir a razão que os leva a tal desejo para poder resolver a questão.

O perigo da depressão escondida

Muitas pessoas, embora sofram de depressão, estão sempre sorridentes. Por isso ninguém acredita que elas estejam a passar por um mau bocado, nem acreditam que possam sofrer de uma depressão.

A depressão é conhecida comummente como um estado de espírito depressivo, triste, no qual as pessoas deixam de fazer as coisas que gostam, não se sentem capazes de nada, e se isolam do mundo.

No entanto, algumas pessoas, embora com depressão, continuam a fazer as mesmas coisas, a trabalhar, a fazer as coisas em casa, e até continuam com a sua vida social normalmente. Algumas delas até sorriem com facilidade, e mantêm esse sorriso no rosto por muito tempo.

À primeira vista, quando estamos com essas pessoas, nunca pensamos que possam sofrer de depressão. Achamos até que se tratam de pessoas felizes, sem problemas de grande importância.

Depressão escondida – É possível?

Não podemos dizer que se trata de uma tentativa deliberada de esconder a depressão. A questão está na forma como nós vemos a depressão. Geralmente pensamos que pessoas que sofrem desta doença não conseguem fazer nada. No entanto, a verdade é que a depressão não tem os mesmos sintomas para todos.

Nem todas as pessoas deixam de ser funcionais quando sofrem de depressão. Aparentemente elas estão até muito bem quando, na verdade, estão a sofrer muito com tudo o que se está a passar com elas.

Existem muitos casos de pessoas que têm depressão mas nem sabem que estão deprimidas, exactamente porque elas continuam a fazer tudo o que faziam antes e conseguem, até, ter bons momentos, e felizes.

Geralmente o que elas sentem é que andam mais cansadas, mas desvalorizam por acharem que será um acumular de várias coisas.

Sintomas comuns

Além do cansaço, as pessoas podem apresentar outros sintomas, como:

  • Ansiedade
  • Irritabilidade
  • Desesperança
  • Medo / Raiva
  • Fadiga
  • Desespero
  • Tristeza

Problemas de sono também são comuns em pessoas com depressão. Esta pode ser confundida com insónias, e o cansaço pode ser justificado por falta de horas de sono.

É importante procurar ajuda profissional quando sentimos que algo não está bem. Podemos até ter medo de um diagnóstico, mas resolver o problema no começo é sempre muito mais fácil e rápido. Nunca deixe o tempo passar sem o devido diagnóstico e tratamento. É a sua felicidade que está em causa!

Março – O Mês da Mulher Guerreira

Dizem que Março é o mês da mulher, da mulher guerreira que se desdobra em mil e um papéis diferentes. De facto, é no mês de Março que se festeja o dia da mulher, mas a verdade é que o dia da mulher é todos os dias. 

Diariamente as mulheres mostram o quão fortes são. Não é fácil ser-se mulher nos tempos modernos. Somos mães, filhas, donas de casa, trabalhadoras, esposas. Tudo isso num único corpo. As mulheres percebem bem o que digo.

Há dias que o cansaço é tanto que a única coisa que queremos é poder deitar-nos. Mas sempre vêm os filhos ou o marido pedir alguma coisa. E nós lá arranjamos uma réstia de energia para lhes fazer a vontade.

A sociedade impõe às mulheres todas estas tarefas. São elas que são responsáveis pelo lar, pela educação dos filhos, por “cuidar” do marido e dos parentes doentes. Só que a estes papéis acresce ainda o de mulher trabalhadora.

Nos dias de hoje, as mulheres trabalham tanto como os homens fora de casa. Isso implica tempo e desgaste de energia, tal como os homens. Só que a elas estão destinados tantos outros papéis que a sociedade não se apercebe que estamos a deixá-las esgotadas.

De facto, as mulheres estão sempre cansadas, com graus de ansiedade e stress muito mais elevados que os homens. A questão aqui é que, mesmo sabendo de tudo isto, a sociedade continua a fechar os olhos.

Por um lado os homens, que continuam a preferir o comodismo a um altruísmo e iniciativa quanto a trabalhos domésticos e filhos. Por outro lado as mulheres, que continuam a colocar em si todas estas obrigações.

A sociedade demora a mudar os seus valores e cultura. Ainda vivemos numa sociedade machista, e os valores a ela associados estão bem intrínsecos no nosso ser. Por isso nem nós, mulheres, conseguimos entender bem porque nos custa tanto, às vezes, ver o nosso marido sentado no sofá enquanto nós, cansadas, depois de um dia de trabalho, ainda temos de fazer o jantar, tratar de roupas, ajudar os filhos com os deveres, entre tantas outras tarefas.

Por estas, e tantas outras razões, devemos valorizar todas as mulheres, não só no dia da mulher, não só no mês da mulher, mas todos os dias do ano!

A importância do bom relacionamento do bebé com os pais

Manter um bom relacionamento do bebé com os pais é fundamental para que o seu desenvolvimento se dê da melhor forma possível. Como pais, devemos dar aos nossos filhos todas as ferramentas necessárias para que ele adquira o máximo de capacidades.

Embora achemos que ainda são muito pequenos, e que pouca diferença pode fazer o nosso relacionamento com eles, a verdade é que o primeiro ano de vida é fundamental para a socialização da criança.

São precisamente as primeiras relações que são responsáveis pelo desenvolvimento seguro da criança, e também são essas primeiras relações que moldarão o conceito de relação, tendo sempre como exemplo os modelos dos pais.

Porque manter um bom relacionamento do bebé com os pais

As relações primárias, aquelas que os bebés e crianças estabelecem com os seus pais, são fundamentais para um bom desenvolvimento dos mais novos. É a partir dessas relações que a criança aprende a satisfazer as suas necessidades básicas, mas também vai aprendendo aquilo que os outros esperam dela.

É por essa razão que dificilmente se separam mães e filhos no primeiro ano de vida da criança. O risco desta ruptura é grande, podendo trazer sérias consequências para o futuro do mais novo.

Devemos olhar para este ponto com especial atenção, ainda mais quando o mundo laboral exige cada vez mais e melhor das mulheres, ignorando o facto de serem mães recentes.

Se olhássemos apenas para o bem-estar do bebé, a mãe e o pai ficariam em casa até que a criança fizesse um ano. No entanto, os tempos modernos não o permitem. Sendo assim, é crucial que ambos os pais desenvolvam uma relação próxima, o mais possível, nas horas em que estão com o seu filho.

Aprender brincando

Brincar com o bebé é a melhor forma de ensinar-lhe tudo. O bebé nasce sem saber nada, mas já detém uma inteligência fora do normal. Ele é capaz de aprender rapidamente tudo o que o envolve, por isso ele facilmente adquire novas competências e capacidades.

No entanto, para que o bebé adquira essas capacidades, é necessário que os pais o estimulem e não deixem somente ao acaso. Não podemos deixar de dizer que são nestas primeiras experiências do bebé que a emoção e a razão se tornam peças base para a formação do bebé. 

Tente entender o seu filho. Escute com atenção, veja os seus estímulos, o que estão a sentir. Sempre que estiver com ele, passe tempo de qualidade, brincando e, consequentemente, ajudando a criança a desenvolver-se da melhor forma.

Os pais são as pessoas que mais segurança dão ao bebé e, por isso, quando estão ao seu lado, eles sentem-se confiantes para descobrir tudo o que o mundo tem para lhes oferecer.

Não esqueça de sempre manter um bom relacionamento com o seu bebé. Passe tempo de qualidade com ele e ensine-o a amar!

Perturbação de Personalidade

Perturbação de Personalidade consiste num padrão estável de comportamento e experiência interna distanciada dos padrões culturais. Geralmente dá os primeiros sintomas na adolescência, embora possa surgir somente no início da idade adulta.

A perturbação de personalidade pode tornar-se incapacitante, gerando mal.estar geral no paciente. É uma condição estável a longo prazo e por isso deve procurar ajuda profissional para tratar sintomas e recuperar a vida que pensou ter perdido.

Perturbação de Personalidade: Quais são?

Podemos dividir as perturbações de personalidade em três grandes grupos, sendo eles caracterizados pelas características dos indivíduos. Num primeiro grupo podemos incluir as pessoas consideradas excêntricas e estranhas. Num segundo grupo podemos incluir pessoas consideradas muito emocionais e dramáticos. No terceiro, e último, grupo incluímos pessoas que sejam consideradas medrosas e ansiosas.

Dentro destes três grupos encontram-se várias perturbações de personalidade, como: 

  • Perturbação de personalidade paranoide
  • Perturbação esquizoide
  • Perturbação anti-social
  • Perturbação esquizotípica
  • Perturbação histriónica
  • Perturbação estado-limite
  • Perturbação evitante
  • Perturbação narcísica
  • Perturbação dependente
  • Perturbação obsessivo-compulsiva
  • Entre outras, especificadas, ou não

Diagnóstico de Perturbação de Personalidade

Para se fazer o diagnóstico de uma perturbação de personalidade são levados em conta seis critérios principais. Primeiro ela deve ser persistente e estável no tempo. Os comportamentos e experiências internas mostram-se afastados do que a sociedade espera do indivíduo levando em conta a sua cultura. Mas estes devem afectar e manisfestar-se em, pelo menos, duas destas áreas – afectividade, cognição, controlo dos impulsos e relação com os outros.

Para um diagnóstico da perturbação de personalidade correcto é necessária uma avaliação por profissionais qualificados, pois existem outros critérios específicos para determinar qual a perturbação em causa.

Para o diagnóstico é necessário fazer mais do que uma entrevista clínica. O profissional precisa ter conhecimento científico e acompanhar o paciente ao longo do tempo, tendo em conta que alguns sintomas podem ser somente condições esporádicas e temporárias, como o stress, depressão, entre outras.

Partindo do princípio que a maioria das pessoas sofre de perturbações de saúde mental a uma dada altura, é extremamente necessário ter um olhar aprofundado e científico perante a perturbação de personalidade para não confundi-las com outras condições mentais temporárias.

Se sofre de algum problema de foro mental, mesmo que ache que seja algo passageiro, ou que pode controlar, não deixe de procurar um profissional qualificado que possa fazer um diagnóstico correcto. 

O grande problema é que ainda existe um preconceito no que diz respeito aos psicólogos e psiquiatras. As pessoas acham que procurar estes profissionais é para pessoas malucas, quando na verdade não é.

Todos nós podemos tirar benefícios de uma consulta psicológica, ainda mais quando apresentamos algum tipo de problema relacionado com a saúde mental.

Por isso não tenha vergonha de procurar um bom profissional que o possa ajudar!