Arquivo em Fevereiro 2019

Fim de um relacionamento – Esquecer um amor com um novo amor

O seu relacionamento chegou ao fim e sente uma necessidade enorme de esquecer o seu grande amor? Muitas pessoas dizem que a melhor forma de se esquecer um amor é encontrando outro amor. Mas será essa a melhor forma de ultrapassar a dor que estamos a sentir?

Ninguém está preparado para o fim de uma relação. Até pode ser que já estivesse à espera que esse dia ia chegar, até pode mesmo ter sido você a resolver terminar a relação. Mesmo que todos os factores estejam a seu favor, não é fácil passar pelo fim de algo tão especial.

Muitas pessoas saem para conhecer novas pessoas logo depois que terminam uma relação. Mas será que essa é a atitude mais saudável para nós? Não falamos aqui de questões éticas ou culturais. O importante mesmo é que as pessoas sejam felizes, não importa o que os outros irão dizer.

No entanto, quando terminamos uma relação, estamos a dizer adeus a toda uma vida que sonhamos e construímos. Por isso não podemos esquecer, de um dia para o outro, o relacionamento e a vida que até ontem era nossa.

Esquecer um amor com um novo amor, é possível?

O medo da solidão leva a que muitos de nós procuremos um novo amor para esquecer e substituir o outro que perdemos. Sofrer por amor parece-nos um tanto humilhante, e por isso não perdemos tempo e saímos à procura de alguém que nos agrade.

Mas a verdade é que o término de qualquer relação exige-nos um tempo para fazermos o luto. É importante permitir-se a si mesmo sofrer quando a relação termina. Se está triste, permita-se chorar. Caso contrário, não fará nada mais além de repetir e voltar a repetir sempre a mesma história de amor falhada.

Por muito que nos custe admitir, não conseguimos deitar fora o que sentimos da mesma forma que deitamos fora um objecto que já não mais nos faz falta. Ora, se não conseguimos descartar os nossos sentimentos, também não conseguimos descartar assim a pessoa que tanto amámos um dia em pouco tempo.

Desta forma, dizer que é possível esquecer um amor com outro amor é mais falso que uma nota de 5.000 Kwanzas. Para se superar um amor é preciso lidar com o que sentimos e encontrar em nós mesmos a nossa felicidade, sozinhos. Para conseguirmos seguir em frente precisamos permitirmo-nos sentir e sofrer até que um dia esse sofrimento já não existe, e aquele amor forte não é mais do que um carinho e uma lembrança de um passado.

Estarei pronto para assumir um relacionamento sério?

Um dos problemas mais comuns num relacionamento amoroso é a falta de compromisso de um dos membros quanto a essa mesma relação. De facto, muitos de nós começamos uma relação séria sem estarmos preparados para ela. Falamos de falta de responsabilidade emocional. 

Hoje em dia os relacionamentos são cada vez mais voláteis, e isso se deve muito por falta deste tipo de responsabilidade. As pessoas não estão maduras emocionalmente, e por isso não se conseguem comprometer com o outro como deviam.

Atenção que quando falamos de maturidade emocional não falamos de idade. A verdade é que muitos de nós, adultos, não somos maduros emocionalmente ao ponto de não sermos responsáveis connosco, nem com os outros.

Responsabilidade Emocional – O que é?

Para esclarecermos a situação devemos explicar o que significa o termo em primeiro lugar. Ter responsabilidade emocional é ter a capacidade de assumir aquilo que sentimos, as nossas emoções, a capacidade de assumi-las sem que a culpa seja depositada em outra pessoa.

Um relacionamento só pode ser bem-sucedido quando os dois membros do casal atingem essa responsabilidade emocional, essa maturidade emocional. Por essa razão se diz que é muito importante conhecermo-nos bem a nós mesmos antes de nos relacionarmos com outra pessoa.

Temos de estar cientes que a felicidade se encontra em nós, e não colocar essa responsabilidade no outro.

Além disso, é extremamente necessário que estejamos preparados emocionalmente para conseguirmos ter uma relação aberta e sincera com o nosso parceiro.

Por exemplo, muitas pessoas sem responsabilidade emocional deixam de estar com o seu parceiro sem dar nenhuma explicação. Elas simplesmente desaparecem, sem dizer nada, sem atender os telefonemas ou responder a mensagens. Elas não se sentem preparadas para ver o sofrimento da outra pessoa, ou para tentar resgatar a relação, e por isso preferem desaparecer do mapa sem deixar rastro.

Quando entramos numa relação, é fundamental estarmos preparados para tudo, inclusive para o fim, e sermos maduros para assumir a responsabilidade pelos nossos actos e decisões.

Estou pronto para começar uma relação?

Se você se sente pronto para assumir todas as responsabilidades que estão implícitas numa relação, então está pronto para começar um relacionamento. Mas se acha e sente que não consegue assumir as suas responsabilidades, o melhor é não se entregar a uma relação que causará sofrimento aos dois, especialmente ao outro.

Procure tornar-se maduro emocionalmente antes de criar esperanças e expectativas no outro que nunca conseguirá cumprir. Quando amamos não queremos ver o outro infeliz. E se não consegue assumir a sua responsabilidade emocional, nunca conseguirá fazer o outro feliz!

Quais os limites de um relacionamento?

O amor é um sentimento tão simples quanto complexo. De facto, as relações amorosas são de extremos. É simples sentir o amor, mas é difícil viver a dois. Quando nos sentimos apaixonados por alguém sentimos uma necessidade de nos entregarmos, de dar tudo o que temos ao outro, de fazermos o outro feliz. Mas será que tudo é permitido? Quais são os limites de um relacionamento?

Já sentiu que, ao dar ao outro, ao fazer o outro feliz, coloca em causa a sua própria felicidade? Se a resposta é sim, então encontrou esse limite do relacionamento. Muitas vezes acabamos por esquecer-nos de quem nós somos em nome de um amor, o amor da nossa vida. 

De facto, ainda vivemos numa sociedade em que vale tudo por amor. O casamento é ainda muito importante no seio da sociedade e acabamos por deixar um pouco de lado a nossa própria felicidade em prol de um relacionamento.

Limites do relacionamento – Quando dizer chega?

Qualquer relacionamento, seja ele de que tipo for, implica colocar limites. Não existe relação nenhuma que não se reja por limites. Reparemos na relação que temos com os nossos pais. Podemos fazer tudo e dizer tudo? Claro que não! Porque a relação conjugal e amorosa deveria ser diferente?

Geralmente assistimos a uma falta de limites em relacionamentos tóxicos, ou relacionamentos abusivos. Estes usam um dos cônjuges para subjugar e assim se sentirem felizes. Neste tipo de relação não existem limites, colocando a felicidade de um deles em causa.

Apesar do que sentimos, nunca devemos deixar que ninguém nos coloque para baixo, nos faça sentir inferiores, infelizes. O limite de qualquer relação é precisamente o momento em que deixamos de ser felizes.

Quando nós começamos uma relação esperamos ser felizes. E é esse o principal objectivo de um relacionamento e de um casamento. Ele é bom para agregar, não para subjugar e subtrair. Uma relação só tem sentido se for para sermos felizes!

Não queremos dizer com isto que não deve haver cedências numa relação. Da mesma forma que deve haver limites, também deve haver flexibilidade e tolerância para uma melhor convivência. Mas essa flexibilidade nunca poderá colocar em causa a nossa felicidade e bem-estar.

Devemos também estar cientes de que essas cedências implicam reciprocidade. Não é só um que tem de ceder em tudo. Este é um jogo a dois e, caso um dos lados esteja tão firme e egoísta que não cede em nada, então teremos de ter consciência de que estamos a remar sozinhos um grande barco.

A comunicação é fundamental para que o casal chegue a um entendimento. Não só nas cedências, mas nos limites. Se algo o deixar incomodado, fale. Não deixe passar um comentário infeliz do seu parceiro se isso lhe fez mal. Uma boa comunicação é o segredo de uma relação feliz e respeitosa. 

Terapia de casal e familiar: Vale a pena procurar ajuda?

Muitos casais e famílias passam por problemas que, se não foram resolvidos, podem gerar conflitos sérios que colocam em risco a convivência e permanência dessas relações. A terapia de casal e familiar surge com o intuito de ajudar casais e famílias que se encontram por uma fase difícil e tenta recuperar e melhorar a relação. 

Esta terapia tem como principal objectivo corrigir as percepções erradas que as pessoas têm em relação às outras, melhorando a comunicação entre elas. Assim, o psicoterapeuta observa como as pessoas cooperam entre si e como se olham. Analisa também quais os contextos em que elas vivem e quais os comportamentos e crenças que podem gerar conflito.

Desta forma é possível que as pessoas encontrem as melhores soluções para os seus próprios conflitos e problemas.

O psicoterapeuta não tem como função arranjar as soluções, mas fornecer as ferramentas necessárias para que as pessoas consigam, por elas mesmas, encontrar soluções criativas para resolver os problemas e conflitos existentes.

Vantagens da Terapia de Casal e Familiar

Não existe uma relação perfeita. Todas as pessoas passam por momentos piores em alguma fase da vida. Pode acontecer com os nossos pais, os nossos irmãos, os nossos filhos, ou os nossos cônjuges.

Claro que, quando existem falhas de comunicação, essa fase torna-se difícil de ultrapassar. Se não agirmos da melhor forma podemos colocar em causa essa relação, e é aí que a Terapia de Casal e Familiar pode dar uma grande ajuda.

De facto, a falha de comunicação é o grande factor de desentendimento em todos os tipos de relacionamento. Na verdade, estabelecer uma comunicação eficaz e assertiva não é fácil e implica treino para conseguir alcançar um nível satisfatório.

A grande vantagem da terapia de casal e familiar é melhorar a comunicação entre as pessoas. Aprendemos que não dizer aquilo que sentimos é mais prejudicial do que sermos sinceros e falarmos abertamente sobre aquilo que nos está a incomodar.

Aprendemos também a dar mais valor ao que sentimos e menos ao conteúdo. Desta forma podemos perceber o que o outro está a sentir por trás das palavras. Muitas vezes as pessoas estão tristes e nós não conseguimos perceber porque ela não o exprime nas suas palavras.

Ultrapassar crises de relacionamento com Terapia de Casal e Familiar

Algumas fases da nossa vida podem deixar-nos mais propensos a crises nas nossas relações amorosas e familiares. As mais propensas a elas são aquelas que implicam uma transição, como uma situação de crise financeira ou desemprego, o nascimento de um filho, entre outras.

Acontece que, algumas vezes, uma das pessoas está tão focada nos problemas que deixa de pensar nas relações sociais como prioridade, o que é um erro. É precisamente numa altura de transição que o casal / família se deve unir mais do que nunca.

Na terapia de casal e familiar aprendemos como voltar a ter momentos a dois e em família que sejam benéficos para ultrapassar uma fase menos boa.

Transtorno de Ansiedade Generalizada – O que é e como tratar?

Todos nós sentimos um certo grau de ansiedade. A ansiedade, por si só, não é um problema. Aliás, este sentimento é o que nos faz mover-nos, andar para a frente. No entanto, quando este sentimento de ansiedade se perpetua no tempo e de torna crónico, temos um problema.

Falamos de Transtorno de Ansiedade Generalizada quando o sentimento de ansiedade se faz sentir por um longo período de tempo e começa a interferir na nossa vida pessoal.

O Transtorno de Ansiedade Generalizada, ou TAG, é, assim, uma preocupação excessiva constante, ou um excesso de expectativa apreensiva que se mostra desproporcional à realidade, causando sofrimento ao paciente.

É comum que as pessoas que sofrem de TAG sofram também de outros transtornos mentais, como a depressão. Isto acontece pelo facto de pensarem muito no futuro com preocupação, com tendência pessimista, tornando-se cíclico.

O que causa o Transtorno de Ansiedade Generalizada?

Pessoas que sofrem de Transtorno de Ansiedade Generalizada não conseguem evitar a ansiedade, por muito que estejam conscientes de que as suas preocupações não têm sentido.

Existem vários factores que podem levar alguém a desenvolver este transtorno mental. Entre os principais encontramos:

  • Situação de desemprego
  • Problemas financeiros
  • Consumo de álcool
  • Dependência de nicotina
  • Consumo excessivo de cafeína
  • Mudanças bruscas na vida, como divórcio
  • Stress no trabalho / escola
  • Assédio, bullying, violência

Existem também factores neurobiológicos que podem levar ao desenvolvimento do TAG, muito relacionados às alterações dos níveis de neurotransmissores responsáveis pela ansiedade, como é o caso do ácido gama-aminobutírico ou a serotonina.

Sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada

O Transtorno de Ansiedade Generalizada apresenta sintomas físicos e psicológicos. Para se ser diagnosticado o TAG é essencial que o paciente apresente pelo menos 3 dos sintomas abaixo mencionados durante um mínimo de 6 meses.

  • Cansaço
  • Agitação
  • Dor e tensão muscular
  • Dores de cabeça
  • Taquicardias
  • Falta de ar
  • Transpiração excessiva
  • Hipertensão arterial
  • Náuseas
  • Insónias
  • Visão dupla
  • Diarreia
  • Boca seca
  • Irritabilidade
  • Angústia
  • Medo
  • Preocupação em excesso e dificuldade de se concentrar

É comum que as pessoas que sofrem de TAG não consigam iniciar um processo de sono e muitas não conseguem manter um sono tranquilo. Isso deve-se ao facto de não conseguirem desligar-se das suas preocupações.

Também é comum esperarem sempre que o pior aconteça, como se pressentissem que algo mau está para chegar.

Como tratar?

O principal tratamento para o Transtorno de Ansiedade Generalizada é a psicoterapia. Embora muitos procurem um médico de clínica geral por causa dos sintomas físicos, o tratamento psicológico é crucial neste caso.

Podem ser prescritos ainda medicamentos, como antidepressivos e ansiolíticos. Neste caso é necessária uma consulta com um psiquiatra.

Adoptar algumas técnicas de meditação e relaxamento podem ser eficazes nestes casos. A prática de ioga também se mostra muito benéfica.

Adoptar um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada e exercício físico também mostra muitos resultados positivos. Inclua na sua alimentação alimentos que ajudem a relaxar, como o abacate, banana, atum, salmão, algas marinhas, espinafres, brócolos, cereais integrais, frutos cítricos, leite e derivados, entre outros.

SONARTE – Feira ao 24 de Fevereiro

Dia 24 de Fevereiro de 2019 realiza-se em Luanda uma feira de Arte denominada: SONARTE
Uma feira com verdadeiros descobrimentos!
Artistas talentosos escondidos na Sonangol serão revelados.

Estarão à disposição dos visitantes no largo em frente a antiga Livraria Lelli vários ítens interessantes, desde livros, discos e peças de artesanato belamente produzidas por artistas da SONANGOL.

COMPAREÇA!
AFINAL, TODOS AMAMOS A ARTE!

Esgotamento Emocional – Uma realidade para muitos!

Já ouviu falar de esgotamento emocional? Acha que é mais uma nova moda? Engana-se se acha que não passa de uma frescura das pessoas dos dias de hoje. O quadro de esgotamento emocional existe e torna-se cada vez mais complexo nos tempos modernos.

Não só o trabalho é mais exigente, como as próprias relações da vida privada exercem uma maior pressão sobre todos nós. Isto faz com que estejamos em constante stress. Ele controla a nossa vida de tal forma que nos sentimos mal constantemente. Parece que nada do que façamos consegue melhorar este nosso sentimento de constante irritabilidade e ansiedade.

De um momento para o outro notamos que não temos mais motivação para nada. O que gostávamos de fazer deixou de fazer sentido. Sentimo-nos tão cansados que nem para as tarefas do dia-a-dia temos energia. Estes são os primeiros sinais de alerta.

No início do esgotamento emocional apresentamos sintomas discretos, como um cansaço e aborrecimento. Como são discretos, ignoramos estes sintomas pensando que é só um momento de maior trabalho. Como tal, o quadro vai-se agravando e as consequências passam de físicas a psicológicas, como sentimentos de desolação, ansiedade incontrolada, e uma maior dificuldade em lidar com as nossas emoções. 

Esgotamento Emocional – Principais Sintomas

Devemos referir que os sintomas do esgotamento emocional poderão estar ligados a outros transtornos e é isso que dificulta bastante o diagnóstico. É possível confundir o esgotamento emocional com a depressão, por exemplo, que também coincide com muitos dos sintomas.

Por essa razão é fundamental procurar ajuda especializada para obter um diagnóstico preciso e fazer o melhor tratamento para o seu caso em particular. Se sente alguns dos sintomas abaixo listados, marque uma consulta com um psicólogo que possa ajudá-lo nesse sentido:

  • Cansaço
  • Sono não reparador
  • Dificuldade de concentração
  • Falhas de memória
  • Humor inconstante
  • Insónias ou Sono em demasia
  • Sentimento de angústia e tristeza
  • Falta de motivação
  • Problemas gástricos
  • Ansiedade
  • Dor de cabeça

Quando o esgotamento emocional é tratado atempadamente, evita-se que ele se torne crónico. É importante saber que este problema não desaparece sem tratamento, por isso é indispensável um tratamento médico especializado.

O que fazer quando se sofre de exaustão emocional?

O esgotamento emocional está muito ligado à forma como cada um lida com as suas próprias frustrações e como encara as adversidades. A personalidade é, de facto, um factor determinante para o desenvolvimento deste problema.

Pessoas com muita responsabilidade e muito perfeccionismo estão mais sujeitas a desenvolver um quadro de exaustão emocional. Também estão mais susceptíveis aquelas que têm uma grande necessidade de agradar aos outros, de serem aceitas pelos outros, e pessoas que não conseguem controlar as próprias emoções.

Se foi diagnosticado com um quadro de esgotamento emocional, além do tratamento de psicoterapia, deve adoptar alguns comportamentos que atenuem a situação para se sentir mais relaxado e menos ansioso.

  • Passe mais tempo com a sua família e os seus amigos
  • Passe menos tempo a pensar naquilo que o preocupa
  • Faça uma lista de prioridades e deixe de tentar fazer tudo ao mesmo tempo

O esgotamento emocional não é sinónimo de fraqueza. O esgotamento é até típico de pessoas muito fortes que têm a seu cargo muitas responsabilidades. Por isso não deixe de procurar ajuda se precisar.

Stress – O grande vilão dos tempos modernos

Os tempos modernos são muito corridos. Cada vez exigem mais de nós e o tempo que temos para nós é cada vez mais escasso. Esta agitação contínua, com uma carga cada vez mais pesada sobre nós, faz com que o nosso corpo reaja de uma forma prejudicial que afecta, também, o nosso estado de espírito e a nossa saúde mental.

De facto, o stress pode ser prejudicial às nossas vidas na medida em que não conseguimos controlá-lo.

Se, por um lado, um certo nível de stress é benéfico, pois existe a libertação de adrenalina, o que nos dá estímulo e motivação maiores; por outro lado, o stress em demasia faz com que se desencadeiem várias doenças, como gastrite, úlceras no estômago, hipertensão arterial, e até alguns tipos de cancro. Além disso, a nossa saúde mental também sai prejudicada.

Sintomas do stress

Tendo em conta todos estes factores, é importante que saibamos libertar-nos do stress na medida em que ele nos pode prejudicar gravemente, a nível físico e mental. Para tal é importante olharmos para os sintomas que o stress apresenta.

  • Tristeza e angústia
  • Cansaço constante
  • Dores de cabeça
  • Agitação
  • Mau humor
  • Tendência para se isolar
  • Menor produtividade
  • Irritação
  • Dor nas costas
  • Pânico e medo
  • Agressividade
  • Descontrolo emocional
  • Entre outros

É crucial estarmos atentos a todas as mudanças que acontecem connosco, não só a nível do corpo, mas do nosso estado de espírito. É normal nos sentirmos tristes e desanimados por um tempo quando algo acontece na nossa vida. No entanto, se não existiu nada que justificasse tal estado de ânimo, é um alerta para outros problemas.

O que pode causar stress

Este é um problema típico dos tempos modernos e é visto mesmo como o vilão desta época. A verdade é que não existe uma única causa para o aparecimento do stress. São várias as causas que podem desencadear um quadro de stress, desde a violência que se vive nas grandes cidades, à insegurança do futuro, a problemas financeiros, a problemas com os filhos, no trabalho ou no casamento.

Apesar de associarmos este problema aos adultos, muito pelo trabalho, como são muitos os factores que desencadeiam o stress, não nos podemos esquecer dos adolescentes e até das crianças. Existem cada vez mais crianças e adolescentes que aparecem com sintomas típicos de um quadro de stress.

Atrás disso podem estar várias causas, como situações de bullying, divórcio dos pais, violência em casa, actividades extra curriculares em demasia, entre várias outras.

Os pais devem estar atentos a todos os sinais, como dores de barriga, irritabilidade, birras, insónias, hiperactividade, agressividade, entre outros.

É importante procurar ajuda especializada assim que pense que sofre de stress, ou que o seu filho possa estar a sofrer desse mal.

Casar com a pessoa errada – Porquê insistir no erro?

Sente que está casado com a pessoa errada mas não consegue pedir a separação ou o divórcio? Porque insiste no mesmo erro? Se duas pessoas não se entendem, a harmonia em casa não existe e o amor passou para segundo plano, porquê insistir numa relação que faz tão mal?

Pode parecer coisa de filme de cinema mas a verdade é que não são poucos os casais que se encontram nesta situação. Muito embora ninguém queira para a sua vida uma relação deste género, muitos acabam por manter uma relação assim por várias razões.

Motivos que levam a manter um casamento infeliz

Existem muitos motivos que levam alguém a viver perpetuamente num casamento infeliz. Mesmo sabendo que a pessoa com quem casou é a pessoa errada, algo não a deixa libertar-se. Aqui estão os motivos mais comuns.

Não nos conhecemos suficientemente

Embora nos custe admitir, não nos conhecemos bem o suficiente. Além de não sabermos quem realmente somos, não temos apoio de ninguém nessa descoberta. Como tal, é difícil desligarmo-nos de um relacionamento pois não conhecemos os nossos pontos fortes e fracos.

Não entendemos o outro

Quando nos apaixonamos acabamos por idealizar o nosso parceiro. Como tal, não nos é possível conhecer e entender o nosso parceiro como um todo, mas apenas a parte que queremos. Como só vemos o que queremos ver, acabamos por casar com alguém com quem, na verdade, não nos identificamos, e muitos aspectos até recriminamos.

A questão é que mantemos a imagem ideal do parceiro e vamos mantendo a esperança de tudo voltar a ser como era no início da relação.

Não sabemos ser felizes

Parece estranho, não é? Mas a realidade é essa. Nós não sabemos ser felizes, nem estamos habituados a isso. A felicidade resume-se a momentos felizes, mesmo que poucos e pouco duradouros.

Não é muito difícil perceber porquê. Se olharmos para a nossa vida conseguimos identificar poucos momentos em que nos sentimos felizes. E nós, humanos, só procuramos o que conhecemos. Infelizmente o que conhecemos é a infelicidade. E isso perpetua-se num mau casamento.

Medo de ficar solteiro

Outro motivo que leva a manter um relacionamento infeliz é o medo de ficar solteiro. A sociedade ainda olha para os solteiros com um olhar de desdém e reprovação, o que faz com que a maioria das pessoas prefira manter um casamento infeliz a separar-se e ter de lidar com os olhares esguios dos outros.

Mais grave é a própria reprovação. Muitos de nós pensam que não conseguirão nunca ser felizes solteiros. Talvez por não se amarem a si mesmos o suficiente para saber que a felicidade está dentro de nós e não nos outros.

Apesar de entendermos todos os motivos que levam alguém a viver uma relação infeliz, não podemos deixar de dizer que antes de qualquer coisa o objectivo principal na vida de todos deveria ser encontrar a felicidade. Se não a podemos encontrar no relacionamento que temos, então o melhor será seguir em frente, mesmo que sozinhos!

Primeiro Curso Pré Congresso de Psicologia Clínica (Passado)

Primeiro Curso Pré Congresso de Psicologia clínica por: Dra. Júlia dos Santos.

O curso pré-congresso Stress, Doença e Saúde Mental é uma formação na área do desenvolvimento pessoal e profissional, que visa habilitar os profissionais de saúde, muitas vezes submetidos a ambientes de trabalho extremamente stressantes, a compreenderem os mecanismos do stress, a avaliar e modificar o seu modo pessoal e profissional de dar resposta aos desafios do quotidiano e a aplicarem as técnicas de redução da tensão nervosa e de programação positiva para alcançar a excelência.

A formação, coordenada pela Dra. Júlia Santos, abordou diversos temas relacionados com o stress, assim como os seus fundamentos essenciais e formas como se manifesta, os tipos e os sinais de stress, a relação entre a doença e o stress, personalidades mais vulneráveis a esta condição, como evitar o burnout e como montar um programa de gestão de stress. Dirigiu-se a profissionais de saúde que actuavam na área da gestão de pessoas, psicólogos, médicos, enfermeiros, e estudantes que desejem trabalhar, de forma prática, o próprio stress.

Os formandos foram equipados de ferramentas que possibilitem mapear as principais fontes de stress nas suas vidas e avaliar a reacção ao stress em cinco dimensões (profissional, familiar, ambiental, relacional e emocional). Numa vertente prática, ajudou-se os participantes a melhorar as habilidades de gestão do stress. No final do curso, os formandos estiveram aptos a lidar melhor com as pressões e os desafios do ambiente; a adoptar hábitos e comportamentos mais úteis em diversos contextos; a viver e trabalhar em harmonia com as pessoas ao seu redor; a criar estados mentais positivos; e a controlar o stress.

A equipa de formadores esteve constituida pela Drª Júlia dos Santos, Drª Vera Ernesto e Drº José Maria de Carvalho. Esta formação decorreu no dia 24 de Outubro de 2018 e teve a duração de oito horas.